Buñuel, como sempre, tenta abordar temas polêmicos. Neste filme é pedofilia e racismo. Não é um filme comum do Buñuel, é um daqueles de sua fase mexicana. Lembra 'La mort en ce jardin'. Não chega a ser ruim, mas está longe de ser extraordinário. É bem feitinho e prende o espectador.
Buñuel vive me decepcionando... ele precisava de dinheiro, então, numa longa fase da carreira dele, fez um monte de filmes "mais populares" como este. Uma tristeza.
"Pouco à Pouco"
Mesma história de Borat, porém, neste filme, é um africano que visita Paris, analizando os hábitos ocidentais supostamente evoluídos.
Charmoso, inteligente e interessante, sem o apelo pastelão de Borat.
"O Rosto de Karin"
Um curta que é literalmente um slide show de fotos.
Imagina quando você vai visitar uma tia-avó velha e ela começa a mostrar albuns e mais albuns de fotos e você não vê a hora de ir embora... esse filme é isso.
Mais um filmes do início da carreira de Bergman, como O Porto e Crise. Assim como os outros, é bem convencional, mas neste parece que falta algo. A história não é muito interessante, e a personagem principal é feia (algo que nunca tinha visto em filmes do Bergman).
Só é encontrado em dvd no box Early Bergman. Todos filmes do box só recomendaria pra quem é fã do Bergman e já viu tudo dele, mas não interessaria a outros. Já possui alguns elementos característicos de Bergman, porém de forma que só é interessante aos fãs dele.
Tarkovsky mostra grande potencial em seu primeiro curta. As cenas no restaurante foram dirigidas por ele, e as cenas no quarto de Ole foram dirigidas por outro diretor. Dá pra ver claramente a diferença entre as cenas e as atuações, nas cenas de Tarkovsky o posicionamento da câmera se mostra muito mais inventivo, e os atores mais amargos.
"Coração de Apache"
A segunda parte do filme me surpreendeu, e é a melhor parte do filme. A "conclusão final" me surpreendeu mais ainda, machista demais. Tirando os segundos finais do filme, é excelente.
A história é meio do nada pra lugar nenhum, mas é visualmente fofinho.
Fonte de inspiração pro videoclipe de 'Is It Wicked Not to Care?', muito interessante de notar as semelhanças.
8 curtas artísticos, experimentais e surreais, sobre o xadrez. Não é muito interessante como filme, mas como obra de arte audiovisual. A música de fundo é um saco, mas vale a pena ver pelo desfile de personalidades em frente a câmera, como Calder, Duchamp, Cocteau, dentre outros.
Muito legal. A primeira parte é menos (as estrelas a menos foram por causa dessa parte), mas mesmo assim o filme é muito legal. Parece com 'Chungking Express'.