My Reviews: Portuguese
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| matheuscpn's Rating | My Rating | |
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| 1 |
Mango Yellow (2003, Unrated)
Não entendo como um filme desses pode passar desapreciado. Com um filme desses, pouco me importa os recursos visuais que ele se utiliza. O que importa é o leque de personagens interessantíssimas, e embora a história trate apenas de 24h, dá para ter uma noção do histórico de cada um. É um filme desbocado, o máximo do politicamente incorreto, e que realmente nunca vi por aí filme nacional igual. Você jamais vai ver esse filme na Globo, e é justamente isso que torna ele interessante, por mostrar pessoas que são muito diferentes daquela que nós, brasileiros, estamos acostumados a ver no cinema e na televisão. Não tem aquela história de empregada doméstica usando uniforme. O filme nos convida a olharmos na tela e ver se não somos nós que estamos refletida nela, surgindo através do que pode parecer grotesco, mas que no fundo é só um retrato do cotidiano. |
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| 2 |
Saneamento Básico, O Filme (2007, Unrated)
Muito bom. O roteiro é bem inteligente, as atuações são engraçadíssimas. Ainda bem que existe o Jorge Furtado para fazer comédias bem diferentes das do Daniel Filho. Ele faz uma crítica/sátira a respeito da captação de recursos no cinema brasileiro, mas isso fica em segundo plano. O que eu me diverti é com a ignorância do povo. Me lembrou quando a gente tentava fazer vídeos no ensino médio: era totalmente um desastre. Adorei! |
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| 3 |
Master Building (Edificio Master) (2002, Unrated)
Documentário muito bom sobre um edifício no RJ que tem mais de 1000 habitantes. O diretor visitou durante vários dias algumas dessas famílias e conversou sobre a vida naquele lugar, que mais parece um cortiço vertical. É interessante saber as histórias dessas pessoas, que são tão diferentes mas vivem a poucas portas de distância uma das outras. Ver como elas conseguem imprimir o pouco que resta de personalidade em suas kitinetes: umas kitschs, outras reformadas, mas todas mostrando um pouco da essência do morador. Deixa visível como é heterogênea a população de uma metrópole como o Rio, que recebe imigrantes de toda a parte do país, todos se aglomerando em lugares como o Edifício Master. |
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| 4 |
Cão Sem Dono (2007, Unrated)
Surpresa agradável ao ver que o filme se passa em Porto Alegre, e ainda relata com brilhantismo os hábitos e costumes do povo de lá. O ponto alto do filme são as atuações, adorei a produção, muito bom mesmo! É só prestando atenção nos detalhes do apartamento e das cenas que dá para ver cada coisa estrategicamente posicionadas. O filme tem erros de continuidade gritantes e um enredo ora bonitinho, ora ordinário. Mesmo assim recomendo. |
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| 5 |
Houve Uma Vez Dois Verões (Two Summers) (2002, Unrated)
Sou fã do Jorge Furtado, ele é um dos únicos cineastas brasileiros que tenta explorar o mercado de cinema voltado para adolescentes. Se as estatísticas já mostram que o público jovem é quem mais consome cinema no país, por que não explorar esse nicho? Eu acho totalmente válido essas incursões do cineasta para esse público. |
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| 6 |
Drained (O Cheiro Do Ralo) (2006, Unrated) |
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| 7 |
Blow Job (1963, Unrated)
Filme do Warhol que mostra a câmera fixa durante 30 minutos no rosto de um cara que supostamente está recebendo um boquete. É o tipo de filme que você encontra nas bienais de cultura e exposições de arte. Você tem que sentar, olhar e tirar sua interpretação do que está sendo mostrado. Durante o filme, surgem várias perguntas: "Ele está recebendo um boquete?"; "Ele está fingindo?"; e por aí vai. Ao mesmo tempo que a câmera mostra as expressões faciais, me pareceu um ato tanto solitário, e um boquete geralmente gira em torno da interação entre duas pessoas. Mas mesmo assim você continua capturado, seduzido pela imagem. Sendo o filme de 1963, muito antes desse tempo de exibições via webcam e reality shows, talvez aí resida o motivo do prestígio desse filme, já que naquela época ele já criticava o que de fato está acontecendo hoje em dia. Não é um filme de entretenimento, mas ajuda a desenvolver um pensamento crítico sobre o que vemos na tela e a maneira que interpretamos essas imagens. |
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| 8 |
Uma Escola Atrapalhada (1990, Unrated) |
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| 9 |
Primo Basílio (2007, Unrated)
Ok, nunca li o livro, sequer sabia do que se tratava, e vi o filme em uma sala lotada por uma excursão de colégio. Ou seja, burburinho total durante o filme e risadas descontroladas quando qualquer palavra tipo "xoxota" era proferida por algum personagem. A história em si é ótima. De resto, me pareceu uma minissérie da Globo: atores globais, diretor global, abuso de closes, e o resto do filme é primeiro plano e planos americanos - nada especial. A atuação é mediana, os atores tentam mas não chegam lá. A melhor atuação é da Zezé Barbosa, que faz a empregada negra, e ela não deve aparecer mais de 10 minutos no vídeo. Não entendi porque mostram a perseguida da Débora Falabella e sequer tiram a roupa do Gianechinni. A trilha sonora tenta dar o tom de suspense, mas o diretor não consegue traduzir o clima na tela. Vale a pena só pela história. |
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| 10 |
A Máquina (2005, Unrated)
O filme tem um ótimo texto, e eu gostei bastante da atuação do Paulo Autran. Depois disso, resta dizer que achei um filme bem arrastado. Já não sou muito fã do sotaque carregado, e também nem um pouco da linguagem do filme: meio video-clip, meio "Dogville", passando a clara impressão de estar sendo filmada dentro de um teatro/estúdio, e nota-se isso desde a cenografia até a fotografia, que achei bem fraca. Nordestina não se assemelha ao resultado estético de Dogville. O merchandising descarado e mal-feito destruiu a aura desse filme, que não fez justiça ao texto que lhe deu origem. |
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| 11 |
If I Were You (Se Eu Fosse Voce) (2006, Unrated)
Esse filme é uma sucessão de clichês e chupações de filmes de Hollywood que eu jamais vi na vida. O assunto troca de personalidade já é um assunto batido. Essa troca ocorrer por causa do alinhamento dos planetas do sistema solar é mais batido ainda. O personagem principal é um publicitário que só consegue entender o que seu público-alvo quer quando troca de personalidade com a mulher. Não passa de uma cópia descarada do filme "Do que as mulheres gostam". A diferença é que no filme gringo, a campanha que eles criam para a Nike é realmente muito boa. Na brasileira, é ridícula. Sem contar aqueles clichês básicos de família rica que vai para Aspen, marido que não gosta da sogra, publicitário que precisa ganhar prêmio, Danielle Winitts fazendo papel de gostosa e por aí vaí. E, como eu disse, se você viu a versão do Mel Gibson vai achar as piadas previsíveis e sem graça. Sinceramente, uma tremenda e bela bosta. |
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| 12 |
Muito Gelo e Dois Dedos D'Água (Lots of Ice and a Little Bit of Water) (2006, Unrated)
Eu adoro a Fernanda Young, que assina o roteiro desse filme. Ela sempre costuma colocar elementos autobiográficos em suas obras. Aí agora que ela está casada, mãe, bem-sucedida, ela faz uns roteiros tipo desse filme, que é muito chato. É exagerado, as cenas de humor são piores que "Chaves e Chapolim". Não gostei nada desse, mas é um filme de comédia do Daniel Filho, então não dá pra esperar muita coisa. |
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| 13 |
Cama de Gato (Cat's Cradle) (2002, Unrated)
Filme de baixo orçamento, aspecto amador, o roteiro em si me parece meio absurdo, tenta abordar diversos assuntos, mas continuou deslizando sobre a superficilidade das coisas. A forma como os atores constroem o diálogo chega a ser teatral. Mas de qualquer forma vale a pena assistir, seja pelo pau do Caio Blat ou pelo fime em si, que é diferente de todos os filmes brasileiros na prateleira da locadora. |
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Nome Próprio (A Proper Name) (2007, Unrated) |
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Meu Nome Não é Johnny (My Name Ain't Johnny) (2008, Unrated)
Não entendi o hype em torno desse filme. Todo mundo dizia que era superbom/maravilhoso, o que eu vi foi... normal. Rolou uma glamourização em cima do cara - não sei se isso vem do livro ou é do próprio filme. A questão é que tudo deu muito certo para ele. Sei lá. O cara deve ter fudido muita gente para no final sair como "um exemplo de recuperação". Ah, me poupe. A produção é boa, rola até cenas na La Rambla e na Calle Marina de Barcelona, e em Veneza, mas era isso. Só acho foda a Globo fazer todo um marketing em cima de um filme que de ótimo não tem nada. |















