Farmiga puts on a wonderfully truthful little performance here, as the young mother wrestling with her hum drum home duties as a single parent coupled with her addiction to drugs. Though it is filmed in the "film truth" technique, the characters begin to lose some steam mid way through and their motivations become less than clear.
Debra Granik começou a sua carreira cinematográfica na área do documentário. Sete anos após a sua primeira obra ficcional, a curta metragem `Snake Feed`, dá-nos uma primeira longa. `Down to the Bone`, extensão da sua primeira obra, é um filme provindo do universo realista, um drama sobre a toxidependência que se baseou na observação durante alguns meses de uma família devastada pelo consumo de drogas. O olhar atento de Debra, em certas sequências a roçar o inspirador cinema verité, está aqui ao serviço de uma mulher inteligente que inicialmente domina a droga e sem razão aparente esta passa a dominá-la a ela. Irene (Vera Farmiga) é uma mulher casada com dois rapazes pequenos que trabalha como caixa num hiper-mercado. A família vive no norte de Nova Iorque levando uma vida de classe média. O que começou por ser um constante e pequeno consumo de cocaína há cerca de dez anos atrás transformou-se agora num elevado grau de dependência que deixa Irene profundamente alterada. Quando esta se prepara para utilizar um cheque que a avó ofereceu a uma das crianças no aniversário, para comprar droga, tem um momento de esclarecimento. Decide inscrever-se numa clínica de reabilitação sendo que tudo parece encaminhar-se na vida de Irene. Aí conhece Bob (Hugh Dillon), um enfermeiro simpático que a ajuda a libertar-se da dependência. O que começa por ser uma amizade dá lugar a um romance, preenchendo assim Irene o vazio que lhe provoca a abstinência tóxica. Mas quando Irene parece ter derrotado a dependência, sofre um importante revés. A construção da narrativa desta obra estruturar-se de forma a compreendermos qual a natureza da dependência, um contante murmurar ao ouvido, que avança e recua, que puxa todos os dias como se fosse o primeiro. Não vêmos o tráfico, nem pessoas a drogar-se de forma explícita nem nada do que é habitual. Temos as pessoas, só elas a braços com este problema e a forma como o encaram. Tudo ocorre de forma plácida, natural. E natural é a forma como Irene, uma mulher inteligente, equilibrada, vê que a realidade paulatinamente se lhe vai escapando debaixo dos pés. Também no final desta lenta narrativa de dependência, distinguida com o grande prémio do Júri da edição deste ano do Festibval de Sundance, vemos como os diversos acontecimentos não se atam em conclusão conveniente. Apartam-se caminhos mas sem grandes definições, deixando lugar à ambiguidade. Destaque para as interpretações de Vera Farmiga (fisicamente parecida com Cate Blanchett e Tilda Swinton) e Hugh Dillon que são muito verdadeiras. A cinematografia que priviligiou as rodagens em exteriores com as paisagens geladas do norte de Nova Iorque, usa o cinzento o azul transmitindo um ambiente quase glacial entre as personagens.
While Vera Famiga's lead performance as the drug-abusing mother of two is surely the best of the year so far, the film itself is rather lacking in terms of depth, quality, and especially originality.
After a series of nearly fatal experiences, Irene (Farmiga), an upstate New York drug addict and single mother of two boys, decides to check herself into a rehab center, where she meets and falls in love with a fellow reformed addict (Dillon). When o...
Synopsis: After a series of nearly fatal experiences, Irene (Farmiga), an upstate New York drug addict and single mother of two boys, decides to check herself into a rehab center, where she meets and falls in love with a fellow reformed addict (Dillon). When o.
An underrated film and one of the most impressive takes on addiction in ages. Vera is a beautifully devestating figure in cinema that should be brought into the mainstream. This is Dancer in the Dark for those who require "flare".