carlosnatalio1
Name Carlos Natálio
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Movie: Aurora
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Director: Carl Dreyer, Ingmar Bergman, Ozu
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Ordet (The Word) 2. Ordet (The Word) Unrated 5.0 Stars
Tinha cerca de quarenta e poucos anos Carl Dreyer quando terminou Vampyr, um dos mais espectaculares falhanços comerciais da sua carreira. Além do conhecido interregno na realização de longas-metragens, outros dois factos são assinaláveis. O cineasta começou, mais ou menos a partir desse momento, a conceber um projecto sobre a vida de Jesus Cristo judeu, ideia que nunca viria a concretizar. Depois, em 1932, Dreyer assistiria à peça `A Palavra`, do pastor e dramaturgo Kaj Munk. Consta que terá ficado entusiasmadíssimo, pensando de imediato numa adaptação cinematográfica da mesma. No entanto também passariam cerca de vinte anos antes que Ordet fosse uma realidade. E viria a sê-lo curiosamente com um retumbante sucesso. E sublinhamos o curiosamente pois apesar de se tratar de uma obra prima absoluta da história do cinema e certamente monumento paradigmático, do cinema do dinamarquês, trata-se de uma obra densa, de ritmo difícil, diga-se, muito pouco à medida do grande público mesmo pelos padrões menos `contaminados` de então. Então o que terá explicado este fascínio? Certamente não será alheio o facto de se tratar de uma obra que aos olhos do público consagrava o inegável talento de um artista como Dreyer, talento que havia mostrado ao longos dos anos. Mas parece-nos que decisivo terá sido mesmo o facto de Ordet não ser de um idealismo intransigente como o tinham sido de certa maneira Vredens Dag ou La Passion. Lembre-se que ambas as suas protagonistas sucumbem ante a `pressão` da sociedade pela afirmação de um ideal. Um idealismo com tradução prática: os finais sempre elevados mas `em abismo`. Pela primeira vez, Dreyer reflectia sobre o seu `tema`- a relação entre a fé espiritual e o carne desses mesmo fiéis- mas agora numa perspectiva de síntese, de conciliação dos dois universos. O resultado teria implicações práticas ao nível da recepção dos espectadores: a ambiência desta dualidade numa recusa do sobrenatural e o apoio num consequente realismo (no qual todos os seus personagens se movem), seriam factor de familiaridade decisivo para as pessoas. E ainda um feito estraordinário: pela primeira vez, um filme dito `sério`, do circunspecto dinamarquês, que terminava de forma esperançosa, com um milagre (e o risco, por um lado, e a audácia, por outro, que seria mostrar um milagre às pessoas; recorde-se a polémica com as sequências de Jesus Cristo em Blade Af Satans Bog). Mas retome-se a discussão sobre o hiato entre a ideia de Ordet e a sua consumação. Uma vintena de anos, mais concretamente vinte e três, que terão certamente permitido a Dreyer fazer uma obra, diz-se, de maturidade. Exercício vão, mas certamente profíquo do ponto de vista intelectual, seria imaginar a mesma obra feita por um cineasta de quarenta anos. O resultado é impossível de concretizar mas avance-se uma hipótese. Teria Dreyer sabido receber para o seu universo a desconfiança racional do Kierkeegard que muito o influenciara? Teria Carl Dreyer decidido, como o fez, deslocar o centro dramático da peça de Kaj Munk do protagonista Johannes para Inger? Nunca o saberemos. Johannes, o homem que enlouqueceu a ler Kierkegard e de quem não se sabe se há que ter pena ou não, seria, e é certamente, a personagem mais à medida de Dreyer: um marginalizado, que não abdica. Alguém que encarna (por muito a despropósito que a palavra possa vir) a sua metafísica, o elogio da espriritualidade. Nos seus antípodas está Inger, que representa a `palavra` de Ordet, ou antes a possibilidade que esta encerra: a conciliação entre o mundo espiritual e o corpóreo, o amor etéreo e devorador e o mundo prático dos homens. Inger é religiosa mas não deixa de ser pragmática, não deixa de corporizar a sensualidade de Ordet (tão à flor da pele nos planos `colados`, do nascimento do seu filho). Talvez por isso o seu corpo seja o mais débil e também, porque é o único que se dá, sem complexos, sem pejos, aquele que merece ser salvo. Algures entre as `agruras do céu e da terra` estão Mikkel e Maren, e porque não dizê-lo, também o pastor ou o médico, que vivem atormentados, em cheque, entre a razão e a fé. Assim, Ordet, com a sua Inger, confere a textura e a voluptuosidade que faltavam a Joana D?Arc, a Jesus Cristo, a Anne, que é o mesmo que dizer, ao espiritual das suas obras anteriores. Como se a complexa natureza da fé e do ser humano redundasse nessa síntese quase milagrosa. E outra coisa não faz esta obra de Dreyer senão confirmar em todos os seus capítulos, desde as representações aos movimentos de câmara, essa intromissão do espiritual no corpóreo. Aliás, o milagre final operado, tour de force do cinema de autor no primeiro século de cinema, é uma espécie de introdução na narrativa, na carne do seu naturalismo, na sua lógica causal, de um deus ex-machina. Neste caso antes um `deus `ex-corpo`, o do pobre e louco Johannes, que contendo em si a santidade espiritual, a demostra, a dá (ou antes, a perde) mostrando que os milagres da vida ainda acontecem, mas sobretudo que os da arte também. O milagre artístico é expresso na força da sequência final, num clímax que filma a transcêndência através de um realismo poderoso, inquietante, que recusa o grande plano, que recusa esconder o beijo entre um homem e uma mulher. E é esse beijo lento e sereno entre Ingrid e Morgen, ou antes o seu peso, que nos lembra que estamos ante a ressureição de um corpo. E com ele também o tempo que `estava morto` (planos do pêndulo do relógio parado), volta à vida. Estamos de volta ao cenário final de Vredens Dag, num jogo de inversos. Só que desta vez é de um renascimento, e não de uma morte que Dreyer se ocupa. É inegável que a obra de Dreyer seja feita de dualidades ? veja-se a oposição já citada entre o espiritual e o corpóreo, a religião versus razão (`chame o médico se ele conseguir trazê-la de volta à vida`, diz Borg com ironia), a sanidade dos descrentes contra a loucura de Johannes ou a `luta` de uma fé contra a outra (corporizada na relação entre o protestante Borg e o alfaiate cristão). Poderia então pensar-se que o clímax de Ordet funcionaria como a defesa de uma tese, com o anúncio ao mundo que os loucos são os verdadeiros sãos nesta querela espiritual que se encena. No entanto, o desaparecimento de Johannes do qual retorna recuperando a sanidade mental surge-nos antes com contornos de preparação para um sacrifício. Desta forma, o final de `A Palavra`, mais do que um milagre, feito em nome, lembre-se, da filha de Inger (a única que não põe em causa o poder do tio), é antes a perda de uma condição. Como Jesus, Johannes sacrifica a sua condição de ser iluminado e insano pela salvação da sua cunhada e o seu corpo, que o marido admite sentir tanto a falta como do seu espírito... Dreyer defendeu por várias vezes o paralelismo que existia entre o ser humano e uma obra de arte: ambas possuem corpo e alma, sendo que através do primeiro se exprime o segundo. Ora, se o corpo do cinema é feito de outros corpos, a sua alma está concentrada no estilo. E em nenhuma outra obra, Carl Dreyer exprime tão claramente o alma do seu cinema. O seu olhar, em panorâmicas demoradas e fluídas, parece querer procurar nas situações o invisível, o que ainda lá não está, sob a forma do irrevelável. É nessa espera, nessa tensão nos objectos e nos corpos, que a síntese corpo e alma se constrói. (veja-se a cena de Johannes com a sobrinha ao colo, a revelar-lhe o que poderá fazer). A deambulação precisa e invisível da câmara, sempre em espaços interiores, (estes vistos como locais de indefinição também ela interior), são sinais dessa força de transcendência no espaço que é por excelência o da materialidade ? a casa. Já os exteriores, escassos, são locais de mera transição, ou onde domina uma `força` que transcende as personagens (o ponto de vista `sagrado` aquando da procura da Johannes pela sua família). A austeridade das representações, sinais de um exterior a mostrar um interior, não são novidade de Ordet. Contudo a sua famosa `espiritualidade encarnada`, emparelha-se aqui com a prostração das próprias figuras. Veja-se, uma vez mais, como Dreyer filma o corpo de Inger, como Johannes segura na sobrinha, ou como, à mesa da cozinha, Peter olha a sua amada.. Em resumo, o visual e o espiritual em Ordet fundem-se numa ordem do domínio do religioso: como se as suas imagens fossem elas uma questão de fé. Por isso, muitos nelas acreditaram (e talvez não seja outra a chave do sucesso comercial da obra`. Outros delas descofiaram. Recorde-se que esta `palavra` foi vista, talvez com algum excesso de zelo, como alegoria anti-nazi.

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  • exnavykds
    Come see this movie with me...
    Actual tag line: "She gives villains tit for tat!"
    posted 8 hours ago
  • debilicious
    To my online friends!
    posted 8 hours ago
  • debilicious
    To My Dear Friends!
    posted 8 hours ago
  • creepfreak
    A fun and twisted Michael Myers quiz! Guess which mask belongs to the Halloween film. Give it a shot. Good Luck!

    Myers Halloween Masks Quiz: Twisted Edition
    posted 17 hours ago
  • groaningbitch
    I recommend you see...
    Frankenstein Frankenstein
    3.0 Stars by Veronique
    "frankeinstein" along with "dracula" have been listed as the legendary horror phenonmenon in the 1930s, and they saved lots of theaters from going bankrupt then, and they're the saviors of box office as long as they're double-featured together. it shall be the myth of 1930s.

    lots have been said about frankenstein, even its dismissed scriptor robert fortley who got fired becuz of his support for bela lugosi has been mentioned. mae clarke, the woman who gets hit by james cagney with grapefruits in "public enemy", plays the finacee of dr. frankenstein after her copperation with james whale in the original "waterloo bridge"

    ignored by some, frankenstein does have something deeply profane within its ideology. "frankenstein" daringly suggests the possibility of creating life without natural course that is the best target bombarded by puritanical american society then, and the fragmented outlook of frankenstein is the symptom of modernism, a half-baked state of man-machine stumbling along to demonstrate the contaminating sin of industrialization. homoeroticism as well as autoeroticism is also suggested in it since dr. frankeinstein chooses to create life in the abscence of female, and dr. frankestein exclaims "it's alive" when the monster arises to life, his excitement seems to border on sexual ecstacy, and then he marvels "with my own hands!!!!" the masturbatory insinauation is reeking everywhere. besides the course of "making life" with his hunchback assistant seems to appeal dr. frankestein more than endearing his finacee's bedroom.

    and the subliminal purpose for the existence of deformed monsters like frankenstein is the phobia toward disfiguration after wwi. audience needs some surrogates to suffer from their suppressed subconscious fear so flicks like "frankestein", "dracula" even tod browning's "freaks" could occupy a space in this decade.
    devoted to its fan fare.
    posted 21 hours ago
  • creepfreak
    Do you remember your 90's horror videotape browsing days? Give this fun quiz a shot! Good Luck!

    90's Horror VHS Covers Quiz
    posted 22 hours ago
  • creepfreak
    Originally RATED X horror films...cartoon style! Fun quiz, give it a shot. Good Luck!

    Rated X Horror Cartoons Game
    posted 1 day ago
  • creepfreak
    Can you bring the horror movie characters to justice? Guess from the picture which horror movie each of the characters are from. Give it a shot. Good Luck!

    Wanted Horror: Dead or Alive Game
    posted 1 day ago
  • creepfreak
    A very fun quiz I made! Which horror movie killer uses the deadly weapon from the pictures? Give it a shot. Good Luck!

    Horror Movie Weapons Quiz: Weapons of Choice
    posted 2 days ago
  • theakapawan
    hey can you add me
    posted 2 days ago
  • creepfreak
    Fun slasher movie quiz I made! Give it a shot(Please read instructions before playing). Good Luck!

    Horror Slasher Movie Picture & Scramble Game
    posted 4 days ago
  • shannylee38
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    Persepolis Persepolis
    4.5 Stars by Linda
    PERSEPOLIS is a simple animation that projects a powerful message of a young Muslim woman. The animation itself might seem simple and not original but the characters have a lot of personality which transport us through the film.
    Hey, you should really see this!
    posted 4 days ago
  • Lolaqween
    helloo
    posted 4 days ago
  • creepfreak
    Take this fun gross out horror quiz! Give it a shot, good luck!

    Disgusting & Nauseating Horror Quiz!
    posted 5 days ago
  • creepfreak
    Please read the instructions before taking this quiz. I explain my TYPO on question #2. Have fun!

    Extreme Violent and Gory Horror Scramble
    posted 5 days ago
  • creepfreak
    Fun quiz I made! Unscramble the extreme and gory horror flick title. Give it a shot. Good Luck!

    Extreme Violent and Gory Horror Scramble
    posted 5 days ago
  • Michelle2707
    Hey - try this quiz and see how we compare

    Pictures and logos of cars
    posted 6 days ago
  • creepfreak
    Fun 80's old school Horror quiz! Give it a try. Good Luck!

    80's Horror VHS Covers Quiz
    posted 6 days ago

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